segunda-feira, 14 de maio de 2012

Carlos Brickmann: “Pelo preço por que compraram a Delta, eu quero a General Motors”
13/05/2012
 às 18:15 \ Política & Cia
delta-gm
Nessas condições eu também quero comprar.... a GM
Tradição dos domingos, reproduzo notas da saborosa coluna que o jornalista e amigo querido Carlos Brickmann publica em cinco jornais.  

MAMÃE, QUE QUERO
Por que o caro leitor não pode ser proprietário de uma das maiores empreiteiras do Brasil?
Porque não quer: uma empreiteira como a Delta, que embora corra o risco de perder algumas obras é ainda a executora de serviços milionários, com R$ 4 bilhões de faturamento anual, 30 mil empregados e 197 contratos, custa exatamente Zero reais e Zero centavos. Em algarismos, R$ 0,00.
Está no informe publicitário divulgado na quinta pela J&F Participações S/A, dona do frigorífico JBS Friboi: a empresa comunica que assume amanhã, segunda-feira, o controle da Delta Construções, com o direito de substituir quem quiser, inclusive presidente e diretores; a KPMG, multinacional de auditoria e consultoria, fará uma diligência para fixar o valor que a J&F pagará pela Delta.
E este valor será pago com os recursos provenientes dos dividendos futuros da própria Delta. “Não haverá necessidade de utilização de recursos próprios ou de terceiros para financiar a operação”, diz o comunicado que anuncia a compra.
Uma empresa enorme, uma das maiores do setor, e não se gasta um centavo para comprá-la. Nada de recursos próprios, nada de recursos de terceiros – nem mesmo do BNDES, sempre pronto a auxiliar com seudinheiro (ou nosso dinheiro, se o caro leitor assim o preferir) o desenvolvimento dos negócios da J&F.
Não se pode falar em negócio de pai pra filho. Hoje é Dia das Mães – e quanta gente quer mamar!
Este colunista informa que não tem interesse na Delta: quer comprar, nas mesmas condições, a General Motors.
Será que vendem?

Em forno fechado
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Da sala secreta, até as gatas já conhecem tudo

A CPMI do Cachoeira e de todos os seus afluentes guardou os documentos numa sala secreta, embora até as belíssimas gatas viralatas que vivem neste escritório já tenham tomado conhecimento de dezenas de gigabytes. Os depoimentos são sigilosos, embora tenham sido divulgados em várias línguas assim que se encerraram.
Mas, como disse no século XIV o rei inglês Eduardo III, maldito seja quem pensar o mal.
Os documentos estão guardados numa sala secreta e os depoimentos são sigilosos porque há coisas que as crianças não devem ver.

O ícone
Pergunta do jornalista Sandro Vaia: que esperar de uma CPI secreta onde a referência moral é Fernando Collor?
Por favor, caro leitor, não responda: esta coluna é publicada em jornais de família [e blogs de respeito] e certas palavras não são admitidas.

Solidários para sempre
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Protógenes Queiroz, identificando-se a Fernando Collor: "Presidente, não foi só Vossa Excelência que foi injustiçado. Eu também fui"

Comovente a solidariedade de um deputado, Protógenes Queiroz, do PC do B paulista, a um senador, Fernando Collor, do PTB alagoano.
Mesmo no tenso ambiente de uma CPMI, é possível defender seus pares, nem que para isso seja preciso criticar a imprensa.
A frase de Protógenes saiu na Folha de S.Paulo:
– Presidente, não foi só Vossa Excelência que foi injustiçado. Eu também fui.

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